Por Dentro das Competições
Replay em 3D: tecnologia brasileira ajudando pilotos a entender melhor suas provas
Quarta edição reúne 27 atletas de sete países e atravessa o estado capixaba de norte a sul pela primeira vez no formato Full Edition
A espera chegou ao fim! A Transcapixaba Hike and Fly 2026 já está rolando e promete escrever uma nova história no voo livre brasileiro. Em sua quarta edição, a competição ganhou um formato inédito: a Full Edition, com aproximadamente 600 quilômetros de travessia pelo Espírito Santo.
A largada oficial ocorreu nesta terça-feira, 14 de julho, às 9h, em Vila Pereira, distrito de Nanuque, na divisa entre Minas Gerais e Espírito Santo. Agora, os atletas seguem em direção a Bom Jesus do Itabapoana, na divisa com o Rio de Janeiro, onde a chegada está prevista para o dia 25 de julho.
Ao todo, serão 12 dias de prova, 12 pontos de passagem obrigatórios e cerca de 16 municípios cruzados por terra e pelo ar. A competição reúne 27 atletas e sete países representados, consolidando a Transcapixaba como a maior competição de Hike and Fly das Américas.
No Hike and Fly, cada atleta precisa encontrar a melhor estratégia para avançar entre os turnpoints. O percurso pode ser cumprido caminhando, correndo pelas montanhas ou voando de parapente.
Não existe uma única linha a seguir. Cada competidor escolhe sua própria rota de acordo com as condições meteorológicas, o relevo e as possibilidades encontradas durante o dia. É uma dança linda na terra e no ar.
Os atletas podem se deslocar diariamente entre 6h e 19h, enquanto os voos são permitidos somente até o pôr do sol. Cada participante conta ainda com uma equipe de apoio formada por pelo menos uma pessoa e um veículo.
Para vencer, é preciso validar todos os pontos obrigatórios e ser o primeiro a atravessar o pórtico final. Quem será o grande matador da competição?
O percurso de 2026 começa em Vila Pereira e passa por alguns dos cenários mais incríveis do Espírito Santo. Se liga na sequência oficial:
Vila Pereira — largada;
Adilson da Pedra;
Pedra da Viúva;
Cachoeira do Denzol;
Três Pontões de Águia Branca;
Pouso Oficial de Pancas;
Rampa Pedra da Colina, em Pancas;
Rampa do Monjolo, em Baixo Guandu;
Cinco Pontões;
Três Pontões de Afonso Cláudio;
Forno Grande;
Fazenda da Mata;
Pontões de Mimoso do Sul;
Bom Jesus do Itabapoana — chegada.
A rota atravessa regiões como Ecoporanga, Barra de São Francisco, Águia Branca, Pancas, Baixo Guandu, Laranja da Terra, Afonso Cláudio, Venda Nova do Imigrante, Castelo, Alegre e Mimoso do Sul. Um cenário incrível, cercado por montanhas, vales e formações rochosas que ajudam a celebrar a grandiosidade do evento.
Ao longo da travessia, os atletas precisam administrar esforço físico, navegação, equipamentos e condições de voo. Um bom dia pode permitir longos deslocamentos pelo ar, chegando na base e acelerando rumo ao próximo ponto.
Em outros momentos, será preciso colocar o equipamento nas costas e seguir pelas estradas e trilhas. E sempre existe a possibilidade daquele momento irado em que o piloto consegue tirar do chão, estampar e transformar completamente sua posição na prova.
Por isso, a Transcapixaba é uma competição diferente, que agrega novas experiências ao universo do voo livre e exige uma conexão impecável entre atleta e equipe de apoio.
Todos os competidores utilizam rastreadores via satélite, permitindo que suas posições sejam acompanhadas durante o percurso.
A estrutura anunciada pela organização também conta com equipe especializada em resgate em áreas remotas, ambulância UTI, médico, enfermeiros e socorristas. Os fãs podem acompanhar a movimentação dos atletas pela área “Ao Vivo” do site oficial da Transcapixaba.
Acompanhe em tempo real aqui.
A Transcapixaba nasceu a partir de uma travessia realizada em 2022 por Lucas Porto, Micheli Sossai e outros pilotos. Na ocasião, Lucas percorreu cerca de 645 quilômetros entre Vila Pereira e Mimoso do Sul, caminhando e voando durante 16 dias.
A experiência inspirou a criação da primeira competição, realizada em 2023. Desde então, a prova cresceu, recebeu atletas de diferentes países e fortaleceu a comunidade do voo.
Em 2025, a terceira edição teve uma rota de aproximadamente 125,8 quilômetros. Agora, a Full Edition amplia essa distância para cerca de 600 quilômetros, recuperando a proposta de cruzar o Espírito Santo de norte a sul. Uma marca histórica para a modalidade e mais uma demonstração de que o Brasil é uma potência mundial do nosso esporte.