Os eventos de alto nível no Brasil estão entrando em uma nova fase estrutural em 2026.
Mais do que mudanças pontuais, estamos consolidando um avanço tecnológico que impacta diretamente a segurança, o monitoramento e a comunicação operacional.
Essa evolução envolve três pilares complementares.
Obrigatoriedade do Rastreamento via Satélite (FAI Categoria 1)
Desde o Campeonato Mundial FAI realizado em Castelo (ES) em 2025, tornou-se obrigatória a utilização de rastreadores com transmissão via satélite em eventos FAI Categoria 1.
A decisão foi baseada em falhas recorrentes de cobertura móvel (2G, 3G, 4G e LTE-M), especialmente em:
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Vales profundos
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Regiões montanhosas
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Áreas remotas
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Florestas densas
Com a exigência do rastreamento satelital:
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O sistema mantém continuidade mesmo sem sinal móvel
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O último ponto válido do piloto é preservado
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A resposta em caso de emergência se torna mais rápida
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A confiabilidade do monitoramento aumenta significativamente
Essa mudança representa um avanço estrutural na segurança internacional.
Visualização do “Nível da Prova” no Sistema de Resgate
Outra melhoria importante é a implementação da visualização do nível informado pelo piloto diretamente na tela da equipe de segurança.
A funcionalidade, atualmente disponível para usuários do aparelho Live ONE, permite que:

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O piloto informe sua situação com um clique
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O sistema registre o nível no ponto geográfico exato
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A coordenação visualize imediatamente o status do piloto
Com isso, a direção de prova e a coordenação de segurança conseguem distinguir com mais clareza:
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Informações sem impacto na continuidade da prova
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Situações que exigem atenção
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Possíveis emergências que demandem paralisação por segurança
A CBVL já está se organizando para atualizar gradualmente seus aparelhos, permitindo a ampliação desse upgrade de segurança nos próximos eventos.
Essa modernização fortalece o sistema nacional e traz um padrão mais profissional de acompanhamento em tempo real.
2026: Implementação de Comunicação via Internet Satélite nos Resgates
Além das mudanças regulamentares e de sistema, 2026 também marca o início de uma iniciativa operacional que estou implementando nos eventos em que estarei presente na coordenação.
Estou realizando a transição da comunicação das equipes de resgate para um modelo híbrido que integra:
Importante destacar:
Essa implementação não é uma exigência regulamentar, mas sim uma iniciativa voltada à melhoria da segurança e da eficiência operacional nos eventos em que atuo.
O objetivo é:
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Comunicação online em tempo real
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Maior agilidade na tomada de decisão
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Integração mais rápida entre coordenação, resgate e direção de prova
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Mais confiabilidade na troca de informações críticas
Durante 2026, o sistema funcionará de forma híbrida, com transição progressiva para operação majoritariamente via satélite.
O primeiro evento a testar essa tecnologia será o Open Pancas 2026, marcando o início dessa nova fase operacional.