Sistema de Proficiência de Pilotos
Sistema de Proficiência de Pilotos – IPPI (CBVL)
É um sistema de homologação das experiências e conhecimentos dos pilotos para quem é motivado por evolução técnica, deseja acompanhar sua performance no voo livre ou busca desenvolver suas habilidades com segurança.
O objetivo do sistema de proficiência é promover a qualificação e segurança do esporte, proporcionando ao piloto um desenvolvimento progressivo e estruturado.
Com esse modelo, o piloto percorre etapas claras para melhorar sua performance no voo livre com segurança, além de acompanhar sua evolução e registrar suas conquistas dentro do esporte.
Para iniciar na prática do voo livre e no sistema de proficiência é necessário ter 18 anos completos.
A CBVL adota o padrão internacional IPPI Card (International Pilot Proficiency Identification), utilizado mundialmente pela FAI, que classifica o piloto em cinco estágios de experiência.
Confira uma síntese dos requisitos e prerrogativas de cada estágio para pilotos de Parapente.
Para requisitos completos de Asa Delta e Parapente, consulte a Norma Regulamentar.
IPPI 1 – Aluno em Instrução
O que você precisa:
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Estar vinculado a um curso ministrado por instrutores homologados pela CBVL.
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Estar registrado no sistema da CBVL como IPPI 1.
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Aceitar o Termo de Responsabilidade e o Programa de Curso Básico.
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Possuir cadastro no CIVL (FAI).
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Possuir conta ativa no XCBrasil vinculada ao cadastro CBVL.
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Para iniciar voos como piloto em comando, apresentar Certidão de Aerodesportista da ANAC ou documentação exigida pela legislação.
O que você pode:
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Realizar treinamentos e voos somente sob supervisão direta do Instrutor ou Monitor homologado.
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Utilizar apenas equipamentos homologados para iniciantes.
IPPI 2 – Piloto Inicial
O que você precisa:
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Estar em dia com Clube/Associação, Federação e CBVL.
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Concluir o curso básico com declaração do instrutor.
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Aprovação na prova teórica (mín. 80%).
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Realizar:
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20 decolagens e pousos + 10 horas de voo
ou
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30 decolagens e pousos + 5 horas de voo
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Comprovação via GPS no XCBrasil.
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Certidão de Aerodesportista ANAC.
O que você pode:
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Voar solo dentro das limitações do nível.
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Utilizar equipamentos para iniciantes.
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Voar rebocado com orientação de instrutor.
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Participar de competições locais quando permitido.
IPPI 3 – Piloto Básico
O que você precisa:
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Estar em dia com sistema confederativo.
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30 horas de voo + 100 decolagens.
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Voar em pelo menos 3 sítios diferentes.
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Liberação online por instrutor.
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Sem sanção grave no último ano.
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Certidão de Aerodesportista.
O que você pode:
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Voos solo com equipamentos iniciantes e intermediários.
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Participar de competições regionais.
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Voar rebocado.
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Atuar como monitor em curso básico sob supervisão.
IPPI 4 – Piloto Independente
O que você precisa:
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Estar em dia com sistema confederativo.
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150 horas de voo.
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200 km em voos acima de 30 km.
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5 sítios de voo diferentes.
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Liberação por instrutor credenciado.
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Sem sanção grave nos últimos 2 anos.
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Certidão de Aerodesportista.
O que você pode:
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Voos solo com equipamentos até avançados.
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Participar de competições nacionais.
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Representar o Brasil em categorias intermediárias FAI.
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Atuar como monitor.
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Iniciar formação profissional (duplo e instrução conforme habilitações específicas).
IPPI 5 – Piloto Avançado
O que você precisa:
Parapente
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Prova teórica IPPI 5 (80%).
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Carta de anuência do clube.
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Curso de pilotagem de segurança válido (até 5 anos).
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300 horas de voo.
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4000 km OLC (mín. 10 voos > 50 km).
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1000 km em eventos CBVL.
Asa Delta
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300 horas ou 2500 km OLC (mín. 5 voos > 50 km).
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300 km em eventos CBVL.
O que você pode:
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Voos solo ou duplo.
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Competições FAI Classe I e II.
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Representar oficialmente o Brasil.
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Acessar habilitações profissionais conforme requisitos específicos.
Reconhecimento Especial
Os antigos pilotos classificados como nível 5 anterior passam a ter reconhecimento institucional por excelência, identificado em carteira específica emitida pela CBVL.
Identificação Internacional – IPPI Card
O IPPI Card identifica o grau de habilidade do piloto e é reconhecido internacionalmente, permitindo aos responsáveis por sítios de voo no Brasil e no exterior verificar a experiência do piloto antes de autorizar decolagens ou atividades profissionais.
Todos os pilotos filiados à CBVL e em dia com o sistema confederativo possuem direito à identificação internacional sem custo adicional.
Correspondência com o sistema anterior de níveis
O sistema atual mantém a progressão técnica já conhecida pelos pilotos, porém organizado dentro do padrão internacional IPPI da FAI. A estrutura de aprendizado e experiência continua a mesma, mudando apenas a forma de classificação, que passa a seguir a nomenclatura internacional.
O antigo Aluno em Instrução corresponde ao IPPI 1, etapa em que o piloto realiza seus treinamentos sempre supervisionado por instrutor. O antigo Nível 1 passa a ser o IPPI 2, quando o piloto inicia seus primeiros voos solo dentro de limitações operacionais. O antigo Nível 2 corresponde ao IPPI 3, fase em que o piloto já possui autonomia básica e pode operar em mais condições e locais de voo. O antigo Nível 3 torna-se IPPI 4, representando o piloto independente, capaz de voar com maior amplitude técnica e participar de competições. Já o antigo Nível 4 corresponde ao IPPI 5, estágio avançado de proficiência, permitindo atuação em competições internacionais e habilitações profissionais específicas.
O antigo Nível 5 deixa de existir como categoria operacional e passa a ser um reconhecimento institucional por excelência, destinado a pilotos que possuem trajetória relevante e contribuição significativa ao esporte.
Na prática, o piloto continua evoluindo pelas mesmas etapas de experiência e aprendizado, porém agora dentro de um modelo reconhecido internacionalmente, facilitando a identificação do seu nível técnico tanto no Brasil quanto no exterior.
Quer saber mais detalhes?
Acesse a Norma Regulamentar completa do Sistema de Proficiência.
A nova Norma Regulamentar da CBVL passa a ter validade a partir de 01 de março de 2026.